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21 de jun. de 2011

CAMPANHA NOS EUA


21/06/2011 08h30 - Atualizado em 21/06/2011 10h24

Maços de cigarro ganham novas fotos 




de advertência nos EUA

Imagens destacam efeitos negativos do uso do tabaco à saúde.
Mudança é a mais significativa em 25 anos, diz agência de notícias.

Do G1, com informações da Associated Press
Embalagens cigarro FDA (Foto: AP Photo/U.S. Food and Drug Administration)'Aviso: cigarro provoca câncer' é o que aparece
escrito no maço acima. (Foto: FDA / AP Photo)
A Administração de Alimentos e Medicamentos, órgão do governo norte-americano responsável por regular alimentos e remédios (FDA, na sigla em inglês), divulgou, nesta terça-feira (21), as novas fotos de advertência que serão estampadas em maços de cigarro no país.
Os alertas terão que ser utilizados pelos fabricantes a partir de 2012. De acordo com a agência de notícias Associated Press, essa é a maior mudança feita em embalagens de cigarro em 25 anos.
As fotos e ilustrações destacam os efeitos negativos do tabaco para a saúde, entre eles problemas respiratórios, riscos para crianças e recém-nascidos e risco de problemas no coração. A FDA recebeu sugestões para os avisos desde o final de 2010 até 9 de janeiro de 2011.
Embalagens cigarro FDA (Foto: AP Photo/U.S. Food and Drug Administration)'Aviso: cigarros causam derrames e doenças cardíacas' e 'cigarros provocam doenças pulmonares fatais' alertam para os principais riscos do hábito de fumar em humanos. (Foto: FDA / AP Photo)
Embalagens cigarro FDA (Foto: AP Photo/U.S. Food and Drug Administration)'Fumar tabaco pode afetar suas crianças' e 'fumar durante a gravidez pode afetar o bebê' são as mensagens voltadas às mães nos novos modelos de aviso aprovados pela FDA, nos EUA. (Foto: FDA / AP Photo)
Embalagens cigarro FDA (Foto: AP Photo/U.S. Food and Drug Administration)'Parar de fumar agora reduz os riscos sérios à sua saúde' (à esquerda) e 'fumar pode matar você' (à direita) são as mensagens nas caixas acima. (Foto: FDA / AP Photo)
Embalagens cigarro FDA (Foto: AP Photo/U.S. Food and Drug Administration)'Cigarros são viciantes' (à esquerda) e 'tabaco provoca doenças pulmonares fatais em não fumantes' (à direita) são frases que tentam minar o uso do tabaco. (Foto: FDA / AP Photo)

16 de jun. de 2011

Sintomas e tratamento da síndrome do pânico


14/06/2011 15h23



Especialistas explicam sintomas e tratamento da síndrome do pânico


Bem Estar desta terça (14) teve o psiquiatra Luiz Vicente de Mello, do HC.
Cardiologista Roberto Kalil falou sobre taxas de frequência cardíaca.

Do G1, em São Paulo
Uma situação desesperadora em que a pessoa sente tontura, falta de ar, taquicardia, medo e suor frio – entre vários outros sintomas. Essa tensão toda, se for recorrente e diagnosticada por um médico, é chamada de síndrome do pânico, que pode ser provocada por um episódio de limite ou desafio, em que o indivíduo tem dificuldade de “dominar” o ambiente em que vive.
Durante as crises, que duram até meia hora (com picos entre 5 e 10 minutos) e são três vezes mais comuns em mulheres, o cérebro envia sinais para o corpo fugir ou lutar – mas esse alarme está desregulado. Pode ser no meio de uma multidão, no engarrafamento, metrô, elevador, shopping, supermercado ou na fila do banco.
O humor, nesse período, parece uma montanha-russa: os picos de ansiedade, pressão e respiração atingem, depois, um estado de exaustão e sonolência, como se fosse o fim de uma guerra.
Síndrome do pânico (Foto: Arte/G1)
Para falar sobre como identificar essa doença e qual o tratamento disponível, o Bem Estar desta terça-feira (14) contou com a presença do psiquiatra Luiz Vicente Figueira de Mello, do Hospital das Clínicas. Ao lado dele, o cardiologista e consultor Roberto Kalil explicou o que é uma frequência cardíaca normal, alta e baixa.
Essa mudança brusca e completa do metabolismo, em que a vítima demonstra uma reação desproporcional – como se estivesse diante de uma ameaça real –, causa um aumento tão grande da pressão arterial, que a pessoa muitas vezes acha que está tendo um infarto e vai morrer. Mas, segundo Kalil, o risco cardíaco é mínimo se o paciente for diagnosticado corretamente.
A primeira manifestação pode ser desencadeada por algum acontecimento traumático ou estressante, que desestabiliza o indivíduo – mas isso não é regra.
Nas ruas de São Paulo, a repórter Marina Araújo foi conhecer a história de alguns portadores de síndrome do pânico, como a secretária Vanessa Grandolpho Lopes e o bancário João Paulo de Souza. Eles tentam controlar as crises, entender a doença e recuperar o controle de si. Vanessa recorre a exercícios de respiração, terapias alternativas e remédios para vencer o medo.
É importante destacar que ter um ataque de pânico ou uma crise específica não caracteriza a síndrome. Antes de procurar um médico específico (cardiologista ou psiquiatra), observe seus sintomas com atenção. Se você estiver passando por um ataque de pânico ou ver alguém em um, procure se acalmar e tranquilizar a pessoa, além de ter consciência de que a situação tem prazo de validade.
Segundo o psiquiatra Figueira de Mello, as crises também podem incluir fraqueza, desorientação e lesão de memória a longo prazo. Além disso, às vezes elas estão associadas a depressão e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), que ocorrem paralelamente, sem relação de causa e efeito. Nesse momento, respirar devagar pode ajudar, principalmente com a ajuda de um saquinho de papel.
O especialista ressaltou, ainda, que sentir medo é necessário, pois se trata de uma proteção da vida que contribui para a evolução da espécie. Mas, quando se torna doença, tem controle – apesar de a cura total ser mais difícil de obter.
Frequência cardíaca
Um coração normal bate de 50 a 100 vezes por minuto. Quando a criança nasce, fica acima de 150 batimentos; no adulto gira em torno de 180 e, no idoso, de 60 a 70.
Quando o músculo cardíaco bate mais de 100 vezes por minuto, ocorre a taquicardia. Se for abaixo desse nível, chama-se bradicardia. Segundo Kalil, um coração acelerado constantemente pode ser sinal de várias doenças, como hipertireoidismo, diabetes, febres infecciosas, fibrilação atrial (o coração se desregula e bate como um telégrafo), insuficiência cardíaca e arritmias.
Já em um atleta ou esportista, a bradicardia pode ser apenas uma adaptação fisiológica. Se não for nada relacionado com a atividade física, pode ser algum problema no sistema elétrico do coração, como a doença de Chagas ou a doença do nó sinusal, que é como se a bateria do coração "descarregasse".

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